Era uma vez Washington Olivetto
- Nayline Monteiro
- 14 de out. de 2024
- 2 min de leitura

Era uma vez Washington Olivetto
Aos 17 anos, eu estava ingressando na faculdade, cheio de expectativas e pronto para desbravar o mundo da publicidade. Meu objetivo era ser uma publicitária 360, como eu costumava dizer. Queria ter uma visão ampla, fazer tudo e entender de tudo (hoje, minha perspectiva mudou). Nos primeiros semestres, você se depara com matérias bem humanas: sociologia, filosofia, história… todas as perspectivas para compreender o universo e os seres que nele habitam.
Naquela época, tudo parecia irrelevante, mas, com o passar do tempo, esses aprendizados se mostraram valiosos, vivos na minha experiência. Aos poucos, a jornada acadêmica começa a apresentar cases em publicidade e propaganda, e foi aí que tive meu primeiro contato com Washington Olivetto.
Naquele momento, eu não sabia quem ele era, muito menos a dimensão do que ele representava. Assistindo aos comerciais, aos casos apresentados em sala, sinto a primeira emoção com propaganda. A história, a forma, o visual... Tudo era tão original e, ao mesmo tempo, tão simples. Era genial.
Passei a buscar todos os comerciais que fizeram de Washington o que ele é. E, à medida que eu ajudava, comecei a entender quem ele era e o que ele fez para o universo ao qual eu me preparava para pertencer.
Na faculdade de publicidade, você encontra vários tipos de futuros publicitários: os que querem ser estrelas, os que buscam inovação a todo custo, os que não sabem bem para onde vão, e aqueles que sonham em ser como Washington — criar, usar a criatividade e viver da sua arte. Eu tentei ser estrela, mas logo percebi que não combinava com minha personalidade. Então, decidi seguir o que tomei como aprendizado de Olivetto: viver da minha criatividade e da minha arte.
O que mais me encantou foi sua simplicidade e conveniência. Esses traços me fizeram idolatrá-lo. Ele, de fato, era um gênio.
Aqui estão alguns aprendizados que podemos tirar da trajetória de Washington Olivetto:
Simplicidade é poderosa : Washington nos mostrou que, muitas vezes, o simples é o que mais impacta. Ele dominava a arte de transformar o básico em algo grandioso.
Originalidade é a chave : Não se trata apenas de ser diferente, mas de ser fiel à sua essência. Washington foi pioneiro não por seguir tendências, mas por criar a partir daquilo que acreditava.
Criatividade é um modo de vida : Para ele, ser criativo não era uma tarefa do trabalho, era uma postura diante da vida. A criatividade está em tudo o que fazemos, desde uma conversa cotidiana até uma campanha publicitária.
Trabalho com propósito : Washington era movido por mais do que o brilho e o glamour. O objetivo dele era criar algo que deixasse uma marca, algo que fosse significativo.
A publicidade me ensinou muitas coisas, mas foi com Washington Olivetto que pude aprender as mais valiosas. Ele me mostrou que a essência da propaganda não está em buscar holofotes, mas em ser verdadeira com sua criatividade e deixar que seu trabalho fale por si. Assim como ele, aprendi que viver da arte é viver de propósito. Não se trata de ser estrela, mas de encontrar na simplicidade e conveniência o caminho para criar algo que tenha alma. E isso, para mim, é ser publicitária.



Comentários